O Caçador

Março 13, 2010

De tempos em tempos, sem dar por isso, olho para cima. Quando já é de noite, encontro-me no céu. Relembro-me que afinal, não estou só a caminho de casa mas estou aqui. Sou pequeno, mas sou do tamanho do que vejo.

Orion, o Caçador, foi a primeira grande constelação que consegui distinguir no céu. Dei comigo com uma folha de papel impressa com os pontos que deveria procurar. Sabia mais ou menos onde estava o norte e o nascente e comecei a identificar as estrelas. Uma a uma até que consegui ver a imagem completa. Fiquei boquiaberto com o que tinha acabado de ver. Acho que a maior sensação que tive foi de descoberta. Aquilo que eu conhecia apenas em papel, passou a estar diante de mim. Na realidade, já conhecia a Ursa Menor e a Cassiopeia. Mas ter aquela presença diante de mim daquela forma foi um descobrir diferente.

Depois dessa, foram outras. Dragão (à volta da Cassiopeia e da Ursa Menor), Lira (muito pequena e muito bonita), Quadrado de Pégaso, Sagitário (o bule), Escorpião. Descobrir por gosto tem destas coisas. Queremos sempre mais.

De tempos em tempos, O Caçador aparece-me à frente para me lembrar que ela está ali e que eu estou aqui também.


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