Hoje, apareceu-me este pensamento pela frente.
“Nada existe por mera coincidência, cada árvore no jardim da vida tem o seu significado.”
Hoje, apareceu-me este pensamento pela frente.
“Nada existe por mera coincidência, cada árvore no jardim da vida tem o seu significado.”
Estive fora. Então, achei que era hora de regressar. Eis um pequeno pensamento que tive enquanto viajava no metro.
“”
16-02-2009
Comboio, metro. As pessoas gostam de correr, de se sentirem apertadas. Chegar em cima da hora já é um estilo de vida. Todos pensam que assim chegam mais depressa ao serviço. Os barulhos incomodam por forma a não serem habituáveis pelas pessoas e não os tomarem como seus. Infrutífero, pois foram as próprias pessoas que fizeram estes sons. Mais uma vez, é a pressa, a correria que fez a necessidade de existirem. Comum como sardinha em lata, todos tomam o seu lugar junto à porta onde todos sabemos que as pessoas vão passar ali. Empurramos, encostamos, sentimos medo, olhamos. Que horror. Que stress. E as pessoas fazem-no com um sorriso.
“”
Ultimamente a disponibilidade tem sido pouca, por iss temos outra frase do dia. Encontrei esta frase através de um amigo meu.
“Deixar tudo para amanhã é como usar um cartão de crédito: muito divertido… até que chegua o momento de receber a conta.”
Hoje não estou nos meus dias produtivos. Se calhar dormi pouco, se calhar ando cansado. De qualquer forma, quando se está cansado, pouco interessam as causas. Interessa apenas que estamos realmente cansados.
Ao pegar num pequeno bloco de notas para anotar algumas coisas que quero fazer amanhã, dei com o bloco meio preenchido. Sinceramente, não estava a contar com isso. Um bloco “tão jeitoso e tão à mão”, era de esperar que esteve limpo.
Eis que encontrei a seguinte frase:
“As relíquias de S. Tomé não são famosas pela sua autenticidade, mas pela fé que possuem.”
Devo ter escrito esta frase há alguns anos valentes. Está escrita em tinta preta “rollerball” e não sei mesmo de onde vem a frase. Talvez de um livro, talvez de um comentário a um livro. Ou então, de um comentário a um comentário. A verdade é que me lembro de um pensamento. Que era de guardar esta frase escrita para a colocar em algum lugar visível.
E aí chegamos ao dia de hoje. Finalmente posso “limpar” este bloco de notas. O seu propósito está cumprido. Pode demorar anos e podemos não compreender este propósito durante esse mesmo período. Mas a verdade, é que o facto de eu o guardar tinha um propósito. Chegar ao dia de hoje, meio sonolento pegar neste bloco de notas e encontrar a frase para colocar neste blogo.
Está cumprido.
O facto do “sentido da vida” ser tão difícil de compreender, prende-se também por este ter de ser válido para coisas tão ridículas como uma batata ou uma perna de uma cadeira.
Metrossexual – adj. 2 gén., Indivíduo que tem mais sabonetes, champôs, e outros cremes de beleza do que utensílios na caixa de ferramentas (caso esta exista).
Em Condeixa-a-Nova há uma avenida de nome Avenida Visconde de Alverca. Nome herdado da Viscondessa de Alverca. Muito boa pessoa segundo reza a história, que cedeu os seus terrenos à comunidade, ficando apenas com uma quinta e um quintal de seus pertences. O neto ainda por lá anda e costuma ir comprar peixe às terças e sextas ao mercado.
Esta avenida é uma avenida nova (meados de 1900) de grande reputação na Vila. E era nesta avenida que a minha avó Angelina da Silva tinha uma Pensão e era também a esta personagem que eu queria chegar. A pensão Avenida (que vem herdar o nome a um café um pouco taberneiro, em oposição aos seus antecessores) era uma pensão bem cuidada. Dois polícias costumavam fazer daquele lugar a sua dormida, e digamos que os polícias sempre foram muito selectos nos seus “poisos”.
A dona da pensão era uma pessoa muito bem considerada, com uma personalidade muito divertida e vincada. Quando o cliente se queixava da sala de jantar “Oh D. Angelina, esse jantar vem ou não vem”, ela respondia lá de dentro “está quase a sair”, quando ainda nessa altura estava a meter as couves dentro da panela. Tinha um hábito que sempre guardou, que era de ter as coisas como novas, às quais se referia com “tenho 3, por estrear!”. Muitas vezes sabíamos que já tinham anos, apesar de estarem ainda na sua embalagem original. Isto acontecia com tudo na sua casa. Lençóis, bancos ou mesmo doces e caixas de bolachas.
E chegando a estas caixas, chegamos à sua herança. Há coisas que se herdam sem saber muito bem como. Certos tiques que guardamos, algumas vezes sem sequer conhecermos os ancestrais. Ainda há pouco, revivi esta frase do “tenho 3 por estrear”. O meu pai chega-se ao pé de mim, algo preocupado, com uma caixa de bolachas que devíamos consumir em breve e a dizer:
- Olha… esta tem a validade deste mês de Julho. Diz aqui zero-seis, de dois mil e sete.
- Oh pai. Este mês de Julho, seis de dois mil e sete?
Fez-me lembrar quando chegava a casa da minha avó e ela dizia:
- Zézito. Queres que abra uma caixa de bolachas? Tenho aqui 3! Por estrear!!!
É verdade. Hoje deixei cair um suspiro. Um daqueles suspiros feitos de açúcar e claras.
Foi uma pena, mas nada se perdeu. Transformou-se em algo um pouco mais disforme. Eheh
Sou perdido por estes suspiros…
“Não esperes nada e não ficarás desapontado.”
(O interesse desta frase é ver o lado optimista. Desta forma, os desapontamentos diminuem. E é esse o objectivo.)