Há greve?

http://hagreve.com/

Rai’s parta as greves!

Aqui ando eu, a fazer malabarismo aos transportes publicos, a ver se (ainda) consigo chegar ao trabalho.
As greves deviam servir para prejudicar quem prejudica, não apenas como forma de ter voz.

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2 thoughts on “Há greve?

  1. É ao contrário: as greves servem como forma de ter voz, não como forma de prejudicar. Claro que quando se falam de greves a serviços públicos, sem concorrência (como é o caso dos transportes públicos), o mercado não te consegue dar a garantia de não ter o contribuinte – em última análise é ele o utente do serviço público em questão – como o prejudicado pela greve. É também por isso que cabe ao Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social decretar quais são os serviços mínimos é que o serviço público em questão tem de garantir, e é por isso que os estatutos das empresas que fornecem serviço público definem qual é o propósito e objectivo da sua operação, que, ao contrário da maioria das empresas, não é a obtenção de lucro. Em suma: quando há greve numa empresa como a CP, e essa greve impacta o serviço público que *te* é prestado, é porque alguém não está a fazer o que devia. E esse alguém não é o grevista, mas sim o Tribunal, a empresa, ou (como é típico) ambos.

  2. Antes do Tribunal Arbitral, existe:
    1º A Voz: quem está a “ouvir”, são os utentes. Eles estão a “gritar” para o lado errado.
    2º A forma: não colocar os comboios em circulação é um beneficio para a empresa, porque tem menos gastos. Além de que a quebra nos bilhetes é irrelevante (a grande parte da receita imagino que seja dos passes).
    Esta greve é completamente irrelevante. Irrita os utentes e a entidade patronal está-se nas tintas.

    O teu discurso (correcto, sublinho), é o o mesmo que leva a que a forma de protesto se reflicta nos utentes e não nas entidades que estão a “prejudicar” os funcionários.
    Desta forma, esta greve não se deveria prolongar tanto quanto se está a prolongar, pois os resultados são nulos.

    Neste momento, esta greve (da CP, em particular) está a deixar uma má imagem dos maquinistas, dos revisores e até das organizações sindicais.
    A greve está certa (todos concordamos com o motivo), o método está errado (porque é que somos “nós” a “pagar”?).

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