Alegre, este nosso Fado

Admiro verdadeiramente esta nova geração de fadistas, que reinventam o Fado à sua imagem. Talvez tenha começado antes da Deolinda, mas de certeza que passou por eles e agora (ou antes) pela Ana Moura.

Eles não o fazem para os outros. Fazem-no para eles próprios, partilham e daí surge uma beleza fresca no que criam.

No sábado passado passou na TV uma entrevista à Ana Moura no Alta Definição. E de facto, estes são os “artistas” diferentes. São os que vivem o que fazem e partilham (ao contrário dos que fazem para os outros e vivem disso).

Ela contava que por vezes a equipa dela se chateia com ela, porque se ela, p.e., provasse algum prato novo num país diferente, ela vira-se para eles e diz “tens de provar isto”. Esta necessidade, este prazer de partilhar prazer é o que faz destas gentes, gentes diferentes. Faz destas gentes embaixadores do Novo e do Original.

Reinventar algo histórico tem mérito. Ainda por mais, vindo de uma população tão receosa de mudar e perder a dita tradição, os costumes e tudo aquilo que nos faz confortáveis. Reinventar algo como o fado significa pegar e dizer “eu não vou fazer melhor, mas vou fazer diferente; Vou fazer Eu”. Esta geração não só o faz, como vive disto.

Clichés à parte, admiro-os. A todos, mesmo àqueles que ainda não descobri.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s